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quarta-feira, 11 de março de 2009

10 razões para o Linux prevalecer (ou não) sobre o Windows

Este link argumenta porque o Linux vai superar o windows:
http://blogs.techrepublic.com.com/10things/?p=528

Já este argumenta exatamente o contrário:
http://blogs.techrepublic.com.com/10things/?p=556

Gosto muito dos posts do techrepublic, o pessoal geralmente é imparcial e analisa bem, mas reparei que existem algumas "inverdades" nos posts. Alguns pontos a considerar:

No caso do primeiro:
O ponto um define o Windows 98 como fracasso, mas no meu ponto de vista e na minha experiência com manutenção (que não é pouca) o Windows 98 foi sim um SO muito bom, dando continuidade ou melhorando as inovações muito bem implementadas do Windows 95. Verdade que ele em si não era tão inovador assim, mesmo assim, longe de ser um fracasso. Com um hardware decente (sim, naquela época, pcchips era grama) ele era totalmente estável, porém devido a "grama" (rs) muitos usuários experimentavam travamentos constantes, erros em arquivos e muito mais.

Tudo bem, alguns irão falar que não foram exatamente inovações os recursos trazidos, que algum projeto obscuro implementava antes, não importa, nada se cria, tudo se copia. As próprias teorias de sistemas nos incentivam a copiar os sistemas da natureza, logo, qualquer sistema já é uma cópia em si.

Como acontece com o ciclo de vida das distribuições, o mesmo SO cada vez mais maduro e melhorado, também acontece com o Windows, pena que os recursos que atrapalham ou não deram certo, algumas vezes são mantidos. O registro do Windows para mim é um destes recursos, que deveria ser abandonado ou reescrito ao menos.

Quanto ao segundo:
O autor parece não conhecer uma distribuição o suficiente pois fala coisas incoerentes, ou utilizou uma distribuição antiga.

Ele alega por exemplo que é difícil instalar softwares no Linux, que nenhum usuário quer compilar um programa. Compilar?!?! Será que ele não ouviu falar em "one click install"? Você também não?

Ok, mas primeiro, preciso explicar como funcionam os gerenciadores de pacotes:
Utilizarei o Ubuntu como exemplo pois os gerenciadores tem o mesmo conceito. O Ubuntu vem com o synaptics, seu gerenciador de pacotes. O que acontece com uma distribuição é que além de pequenas modificações, eles "empacotam" vários programas 100% testados com a distribuição, e incluem todo tipo de software que imaginem que um usuário com um desktop vai precisar. Somente nisto já estaria a frente do Windows. Porém, com o "one click install", você acessa uma página web, e através de um link, seu "empacotador" - neste caso o synaptics - armazena o endereço daquele software, baixa, instala e configura apenas com este click. Após finalizar, pronto! Seu software está instalado, configurado e adicionado aos menus sem nenhuma intervenção. Será que em qualquer versão do Windows é assim?

Outro ponto que ele alega é familiaridade e facilidade de uso. Bem, se você utilizar o Gnome ou o KDE que são os gerenciadores de janela do Linux (sim, você tem liberdade de escolher entre váriose não somente um como no Windows) vai perceber uma semelhança IMENSA com a interface do Windows, menu com barras, tray icons, notification bar entre outras coisas. Criar uma pasta? Clicar com o botão direito do mouse -> criar pasta. Inserir um pen drive? Bem, no Windows, na primeira vez ele faz esperar instalar drivers, configurar, e as vezes pede até pra reiniciar. No Ubuntu, apenas insiria e clique no ícone referente ao pen drive!

Software disponível? Bem, enquanto no Windows você acha muita coisa "por aí" no Linux você tem, como já citei acima, o gerenciador de pacotes, com softwares testados para sua distribuição. E tudo isto dentro do seu SO, sem necessidades de buscas intermináveis no google, vírus adquiridos por cracks ou embutidos no software. Linux não pega vírus apenas por não haver, ou porque os usuários entendem mais, mas porque os gerenciadores de pacotes também evitam que o usuário baixe milhões de programas até achar o que quer, sem falar que não vai usar "cracks" (mas apesar de tudo vale lembrar que existem no Linux também, mas, diga não a pirataria).

Existem mais pontos a discutir, mas acredito que isto já é suficiente para termos uma idéia de que nenhum dos dois é perfeito, mas o Linux realmente veio pra ficar no desktop e só é preciso perder o estigma de difícil de usar ou de recursos indisponíveis.

Por outro lado, como eu disse antes, quero dar uma chance a MS pois me parece que estão caprichando no Windows 7 como fizeram no 95/XP. Eu não odeio a MS, e você também não deveria, devemos apenas ser imparcias e dar uma chance tanto para um quanto para outro. E quem tiver dinheiro e preferir, fique com o Windows. Quem pirateia ou não tem dinheiro, bem, dê uma chance ao Linux (eu recomendo Ubuntu).

Um abraço e comentem!

Magazine Luiza